quarta-feira, 11 de maio de 2011

Por quê?




Uma noite pensei, gostaria de mudar o que sou, de me mudar. Sabe aquela coisa que você um dia pensou ( não sei se você pensou, ta?) que gostaria de mudar com o mundo? Pois é, pensei um dia desses. Minhas emoções porque nada mais e nada menos vi minhas emoções calada, fria, apática, ou seja, doente. Perdi, vai fazer um mês (ontem), uma amiga que me fez ver um mundo não tão cruel, não tão ausente, pena que ela foi morta por este mesmo mundo adormecido no amor. Fernanda foi uma das poucas pessoas que nunca vi com cara feia, com cara de gente que não gosta de viver. Ao lado de quem a conheceu jamais deixou de se abater tão fácil com a tristeza, mesmo tendo seus problemas pessoais. E foi ela que me mostrou que devemos aproveitar o mínimo dessa vida, ou seja, sem limite e medo para amar, isto por que sabemos que não levamos nada, a não ser aquilo que nos fez bem, pois a infelicidade se esfacela junto com a morte.
Hoje refletir bem, o valor de tudo, o valor das pequenas coisas, das pessoas (mesmo aquelas ignorantes e chatas que dão vontade de dá um cascudo). Tudo nos faz ver como as coisas nos edificam como agente aprende, até com um pequeno embrulho de bala na rua a uma singela borboleta. Semana retrasada me sentir triste, por quê? Confesso que não sei, não entendi o motivo pelo qual me fez entristecer, a você pergunta: “- relacionamentos que não deram certo? Vida agitada?” Bem, não sei ao certo.
Há coisas que questionamos, entre elas até o nosso inferno astral. Mas quando damos conta do velho pensamento Decartiano “Dubito, ergo cogito, ergo sum” , ai sim, percebemos que não estamos só.
Creio em Deus, vai ver que é isso que me faz acreditar na esperança, no possível, naquilo que pode ser modificado, do nada. Mas um dia, gostaria de acreditar no amor das pessoas, não especificamente neste amor Eros e sim Ágape, mas espero, tenho paciência que um dia possa ver em algum lugar isto.
Finalizando os meus porquês, e viajando para outro contexto, gostaria de aprender a aprender mais. Aprender a dá em cima de uma pessoa especial, sem gaguejar, sem olhar para os lados com medo de encarar e vir de mediato me apaixonar por algum ser. Quero um dia aprender compreender o universo alheio, não necessariamente sendo psicóloga ou algo assim, mas querer entender porque nós perdemos tanto tempo tristes, porque corremos do que possa ser bom, porque não damos uma nova chance para a vida, que por ser tão curta é linda, mesmo com suas rugas e flacidez. Decepções mudam, mas não matam, mas a falta de esperança sim, essa mata. E é isso que deixo hoje para mim:
“ –viver bom, gostoso e não quero ter vergonha de ser feliz”.


By : Carol

terça-feira, 5 de abril de 2011

Um pai em luta de justiça. O TRÁFICO DE ÓRGÃOS NO BRASIL


Vivemos em um país tão injusto, onde justiça e dinheiro andam de mãos tão juntinhas, que é de fazer medo!! Passei pela net para ver algumas reportagens a respeito da nossa vergonhosa justiça, e logo, me deparei com um blog que a maioria da população brasileira deveria ver. Ele é o senhor Pavanesi, lá de Minas Gerais, perdeu seu filho Paulinho, vítima de um acidente doméstico e quando levado ao hospital passou pelo um processo de retirada de órgão pelos médicos, sem no mínimo dá uma chance a consultar a família. Esse pai, é como tantos pelo mundo que amam incondicionalmente o seu filho como você ai leitor. Coloquei-me no lugar dele, e vi meu Deus, quanta injustiça desses homens que são maestros de nossas leis. Pelo amor de Deus gente, vamos ser justos!!!
Este pai anda sendo processado por calúnia, isso pelo fato de no momento de sua grande emoção ter citados adjetivos não apropriados a procuradores e cia. do caso. http://ppavesi.blogspot.com/2009_07_01_archive.html Em sua página ver que o seu grito de revolta chega a incomodar algumas pessoas ( não a mim!!!) que o acha radical,no entanto eu venho afirmar que isso não é tão pior que o que fizeram com este homem. Suas palavras verdadeiras incomodam tanto, que hoje ele é protegido pelo governo da Itália!!!(já que o mesmo tem a cidadania). TUDO ISSO PELO FATO DE DENUNCIAR A MÁFIA DOS TRANSPLANTES EM UM HOSPITAL!!! Isso mesmo minha gente, MÁFIA DOS TRANSPLANTES!!!

A partir desse conhecimento, tinha uma visão a respeito da doação de órgãos (não que eu tenha desfeito dela), por que acredito que humanos necessitam de uma chance, principalmente quando se trata de uma vida. Mas será que vale apenas sermos doadores tão "abertos " assim? Ou seja, aquele que coloca em sua identidade a autorização??? Antes eu era tão crítica, porque tinha uma visão negativíssima das pessoas que estampavam em seus RG o: “não doador”, agora vejo a razão disso, de muitos se negarem assim. Será que aquelas que são doadoras morrem de fato como os médicos mesmo atestam ( morte cerebral)??? Bem, isso são indagações de minha cabeçinha que ficam neste memento por aqui, vivemos em um país tão injusto onde o dinheiro fala mais que a ética e a dignidade, que tenho lá minhas duvidas de nosso sistema de saúde.

Admiro que a comissão de Direitos Humanos não esteja “caindo” em cima. Ou que não caiu, na época neste caso. Porque para defender meliantes por aí que sacrificam crianças, estupram , e latrocinam, ou seja, que tenha feito algo contrário aos princípios da dignidade da pessoa humana, ai sim, eles parecem, defendem ,dão as caras, fazem um argumento de defesa incrível, fantástico, não visto nos anais do Direito. Agora quando um pai como este é gravemente lesado emocionalmente, pelo fato de terem subtraído de seu amado filho os seus órgãos para vender no mercado negro, ou aqueles que verem seus filhos definando em leitos de hospitais desumanamente, ou mesmo os demais que choram ao ver seu filho estirado no chão vítima ou de uma bala ou de um juiz bêbado dirigindo um grande carro.

A dignidade da pessoa humana está elencada no Art. 1° Inc. III! O que se fazem debaixo dos panos em hospitais por aí, afronta a nossa personalidade de direito!!! O nosso maior bem que é a nossa integridade, vem sendo colocada cada vez mais de lado e nem morrendo temos um digno repouso eterno, porque o que muitos acham que ao morrer se perde a personalidade , o que não é verdade ( encontra-se no CódigoCivil) isto porque é a nossa família que irá ‘ administrar” o posterior. Isto é, a nossa imagem e integridade não podem ser violadas!!! Mas em fim, não vou falar os blá blá blás, do Direito.

Portanto senhores é triste ver um caso como este. Jamais queremos passar por um evento assim, creio que ninguém!! Pessoas estejam alerta, saibam que tráfico de órgãos e trafico humano andam juntos. Hoje o tráfico humano só perde para o de drogas e o de arma. Refiro-me tanto ao tráfico humano para fins sexuais, quanto aqueles para retirar órgãos, trabalho escravo, entre outros. De acordo com os dados da Organização Mundial do Trabalho existem 2,4 milhões de vítimas de tráfico humano em todo o mundo, a maior parte das quais são mulheres e crianças, sexualmente exploradas em quase metade dos casos. Triste isso, mas não ficção!! É fato!!
Acredito em Deus, creio muito nele, e sei que só ele pode mudar. Uma coisa meus caros que nessa vida tudo passa exeto o amor de Deus e a justiça eterna dele, que nos espera ali, do outro lado da vida.


Uma coisa para ler. Boa leitura.


Carol W


Audiência debate tráfico de órgãos humanos
http://www.jusbrasil.com.br/noticias/1973536/audiencia-debate-trafico-de-orgaos-humanos


Apesar de as estatísticas da Secretaria da Saúde apontarem aumento de 11% no número de doadores em São Paulo, entre 2008 e 2009, as denúncias de tráfico de órgãos humanos cresceram e não há dados oficiais sobre esse tipo de crime. A questão foi discutida em audiência pública realizada nesta terça-feira, 20/10, pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, presidida por José Candido (PT).
"Não temos, no Brasil, estatísticas sobre esse crime hediondo, por falta de sua caracterização. Muitas vezes são encontrados corpos e constata-se a retirada de órgãos, mas o boletim de ocorrência indica um crime comum, sem menção ao tráfico de órgãos", afirmou Maria Erenilda dos Santos, do Movimento de Combate ao Tráfico de Órgãos Humanos. Ela contestou o caráter de "lenda urbana" atribuído ao tráfico. "Em 2008, houve, pelo menos, 11 casos de execução com características de que os jovens foram mortos para a retirada de órgãos", revelou.
"A falta de comprovação desse tipo de crime é a mesma que cerca todos os atos de desrespeito aos direitos humanos", avaliou Renato Simões, coordenador geral do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Campinas. "Milhares de desaparecimentos todo ano não são investigados com eficácia. O tráfico de pessoas humanas para atividades comerciais é uma realidade, até comprovada pela internet." Erenilda destacou ainda que, na África, uma criança foi trocada por um pacote de sal e seus órgãos chegam a valer milhares de dólares nas mãos da máfia do tráfico.
Segundo Simões, a falta de comprovação coloca a sociedade diante de um impasse, a ser resolvido pelo Estado, que precisa aparelhar-se para enfrentar esse problema.
Para que o Poder Público atue nessa área é fundamental uma legislação adequada, lembrou Anália Ribeiro, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - vinculado à Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania - e membro do grupo de trabalho que propôs mudanças no projeto de lei que trata do tráfico humano, atualmente tramitando na Câmara dos Deputados.
"Esse projeto, que deve ser votado até o final de novembro, é um grande avanço. Alguns artigos e incisos vão tipificar a remoção ilegal de órgãos", afirmou Anália. Ela lembrou que jovens, aliciados na África do Sul, tiveram os rins extraídos em Israel e, de volta ao país natal, consumiram o dinheiro recebido pelos órgãos em tratamentos de saúde.
A jornalista Priscila Sequeira, articuladora da organização não governamental Serviço à Mulher Marginalizada disse que existiriam na América do Sul creches semelhantes a algumas existentes da África, onde crianças são mantidas à espera da convocação pelas organizações criminosas.
"Por conta do grande número de denúncias, achamos que era o momento de realizar esta audiência, para mostrar a necessidade de mobilização também no campo legislativo", disse o presidente José Candido. Para ele, a reunião foi um passo "numa batalha que precisa ser enfrentada com coragem e determinação".
A audiência contou ainda com a participação do deputado Adriano Diogo (PT), do bispo auxiliar de São Paulo, dom Tarcísio Scaramussa, e do antropólogo Antonio Boeing, professor das Faculdades Integradas Claretianas.
Autor: Da Redação


Vale apenas acessar:



http://www.mail-archive.com/direitos-humanos@grupos.com.br/msg00917.html .

terça-feira, 15 de março de 2011

AS PESSOAS QUE PASSAM

Nossa, faz um tempo que não passo por aqui, isto de certa forma foi uma mistura de correria com relaxamento... Bem, deixemos o blá, blá de lado, pois hoje passei por aqui para desabafar um pouco, dizer pra mim mesmo: - "será que vale a pena amar, se dedicar, etc.?"
Todos nós sabemos que quando algo acaba é porque as atitudes da pessoa amada foi o motivo para tal golpe final! Muitas vezes isso procede, possui alguns determinantes que confirmem essa tese fatal! Muitas vezes eu me pergunto, será que estamos (ou sou) sempre errados (a)? Será que o erro é exclusivamente nosso (meu)? Será que o outro não é competente em sua racionalidade ao ver que ele também erra? Por que ele não quer enxergar? Orgulho demais de um amor próprio quase “burro”? É, pode ser! Não quero dizer que se amar é errado, mas abro os olhos para a forma de como agente se ama, isto é, como perdemos as coisas de uma forma tão boba, muitas vezes manipulados pelos nossos impulsos que podem nos levar a erros, pagando muito caro por isto. E pagamos com o remoço.
Outro dia li uma obra de uma escritora brasileira, cujo o livro trazia em sua delicadas páginas a maneira de dizer o difícil “sim” e o difícil “não” para a pessoa amada. Confesso que é árduo demais tomar determinadas decisões, e principalmente quando ela envolve o fim de um relacionamento que poderia ser resolvido com diálogos e mais maturidades sem precipitações das partes.
Achamos que as pessoas são os nossos problemas, muitas vezes pensamos que é melhor só que mal acompanhado, etc.. Mas, não percebemos que muitas vezes o problema está em nós mesmo, e triste é quando não conseguimos enxergar esse mal, que na maioria das vezes, nos leva a procurarmos conselhos de outras bocas, em bocas desconhecidas, que não sabem o que acontece ao certo. A não ser através da nossa própria versão.
Sei que as pessoas erram; falam que não devem (tanto sóbrios como bêbados), tomam atitudes precipitadas (pegam a bolsa querendo ir embora por que iria aproveitar uma ajuda ou cumpre a promessa de ajudar ou acabam namoros), agem sem perceber (oferece logo café da manhã para visitantes, sem perguntar ao morador da casa se ele havia tomado), negam fogo por algum motivo ( tem vistas em casa ou falta um clima para preliminares), existem várias formas de errar. Um dia me perguntaram: -“ o que é relacionamento para você?” E respondi com uma visão modesta: -“ relacionamento é todo um complemento e se tem amor então vem; a cumplicidade, pois sem ela o casal não se ajuda , porque não tem um norte para a vida, visto que é na alegria e na tristeza que ambos sabem o valor da cumplicidade...uma ora você é concurseiro lascado, noutro dia você tem um bom emprego em uma repartição que tanto sonhava; Outra coisa é a paciência, parece fácil falar em ter, mas na real, não é! Paciência e amor andam juntos, é você agüentar as besteiras que o outro fala, as horas que você atrasa ao encontro, o tempo que você não quer esperar por ter pressa, é ensina português e esperar que te ensinem matemática ,e assim atropela tudo! ; Outra que acho um determinante é a tolerância , pode ser que ela ande juntinho com a paciência, mas ambas tem seus diferencias, quando você tolera, você respeita, ou seja, a individualidade do outro ( se você a conheceu fumando, então para que brigar? ) você sabe que a pessoa tem seus preconceitos, sua cabeça dura, seu orgulho,etc. Tolerar é fundamentar em um relacionamento, muitas vezes alguns hábitos que não são ilícitos e nem nocivos podem incomodar o outro (assim como: escutar CBN na hora de dormir,roncos , barulhinhos no nariz, conversas interrompidas sem ao menos dizer “ desculpa”), tudo isso é trabalhar a tolerância, é ver que não somos perfeitos e os outros também não vão ser! Ter a ilusão que iremos encontrar alguém que nos tolere de todas as formas, é querer viver na solidão. Não que exista aquela pessoa que chegue próximo a isto, mas que muitas vezes cremos no ideal de pessoa e quebramos a cara !
As pessoas não podem ser do jeito que queremos, ou aprende a viver ou fica só. Mas solidão não será uma alternativa boa para o fim dos nossos problemas, só podemos viver melhor um dia quando chegarmos e ver que erramos e nunca será feio em pedir, “perdão, erramos”.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Quem receberá o TROFÉU RÍDICULO 2010?

Ultimamente vem aparecendo muitas "personalidades" ou até mesmo gente pensando em ser mais umazinha pela mídia a fora.Semana passada a estudante de direito de São Paulo queria tanto aparecer ( de fato apareceu,acompanhada de dois processos nas costas) que incitou tanto a violência contra os nordestinos ganhando destaque, só que nas páginas políciais. A dita cuja depois de ter dado o seu reboliço através do Twitter e Facebook, pelo simples fato do seu candidato azul ter perdido de uma mulher vermelha, ainda ganhou colaboradores, ou seja, os demais frustrados, assim como ela, mandaram menssagem de apoio a tal criatura. Que vergonha Brasil! E ainda dizem todos juntinhos, como um coro de crianças de 3 anos desafinadas: "- temos liberdade de expressar o que quiser por aqui! Pois bem,vocês têm sim, sabia?! Acho que vocês ainda não sabem é que podem ser lindamente processados e, se for racismo, melhor ainda, rs.....( vão poder twittar na cadeia, se deixarem, né?).Assim vocês gastam o que tem consultando a Mayara para uma impecável defesa, que tal?

Outra peruca de careca dessa semana, foi o juizinho de lá do interior de Minas
( nossa,será que nosso mundo jurídico anda perdidinho????) Isso mesmo um JUIZ. O dito cujo rebaixou tanto a condição da mulher na sociedade, que simplesmente disse:
"Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher, todos nós sabemos, mas também em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilidade emocional do homem (...) O mundo é masculino! A ideia que temos de Deus é masculina! Jesus foi homem!", afirmava o juiz em sua decisão. "Para não se ver eventualmente envolvido nas armadilhas dessa lei absurda, o homem terá de se manter tolo, mole, no sentido de se ver na contingência de ter de ceder facilmente às pressões", acrescentava. Oh my god! Que coisa!! Acho que ele no minímo não foi amado por nem uma mulher ( mãe,irmã, coleguinha de escola, colega de faculdade, supostas "namoradas", será que ele tem esposa ou filha?) Deixa quieto, deixo isto para os melhores psicanalistas responderem a sua tamanha frustratação.


Pois bem, faltou juizo no Edilson Rumbelsperger Rodrigues, de Sete Lagoas (MG). O "juiz" machista que ganhou manchetes no Brasil pela sua declaração ridícula à respeito da Lei Maria da Penha ( para quem não sabe, é uma vitória para tantas mulheres, vejamos: Uma mulher sofre violência a cada 15 minutos; Oito mulheres
sofrem violência a cada 2 horas; Oitenta e seis mulheres sofrem violência por dia.Dados verificados de 2004 para 2005. Em virtude da LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006 (Maria da Penha )esse índice vem diminuindo, graças a Deus. Portal Violência Contra a Mulher). E ainda por cima iremos sustentar esse vagabundo, mesmo estando afastado !



Portanto senhora e senhores, quem acha que deva ganhar o troféu mais rídiculo do ano, começem a votar. Vale milhares de vaias como prêmio, o seugundo lugar mereçe uma salva de palavras ( fica ao seu critério falar, tá?).

O que não vale é deixar em branco sem dividir o bolo da derrota entre eles.





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Carol

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Esse foi o futuro que você escolheu?

O Brasil presenciou uma das eleições mais violenta de sua história, as eleições 2010,de um lado estava os dois candidatos Dilma do PT e José Serra do PSDB. O brasileiro vivenciou este fato histórico vergonhoso de ambos, isto porque um que tinha mania de atacar, hoje é atacado e o outro que sempre foi atacado preferiu golpes de "foice" para atacar melhor na sua estratégia de campanha, e foi assim que sucedeu esse lamentável desrespeito , desde bolinhas e fitas de papel a bexigas d'água, pense!!

No final de tudo uma parte do Brasil decidiu , escolhendo Dilma como a primeira presidente na história do Brasil ( parabéns senhora Rousseff).As mulheres, as feministas, petistas, etc, andam às maravilhas de ver o sonho tornado realidade, isso porque a mulher desde a história geral era tratada submanamente, podemos ver no século XIX, quando as mulheres norte-americanas se engajaram na abolição da escravatura nos Estados Unidos. Cabe destacar o papel de Susan Brownell Anthony e de Elizabeth Cady Stanton, que em um encontro, em 1851, em Seneca Falls, Estado de New York, iniciaram a luta pelo fim da escravidão. No nosso país em 3 de maio de 1933, na eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, a mulher brasileira pela primeira vez, em âmbito nacional, votaria e seria votada. No dia 30 de junho de 1932, uma comissão de mulheres é recebida no Palácio do Catete, pelo presidente Getúlio Vargas, que recebe um memorial com mais de 5.000 assinaturas, no qual pleiteavam a indicação da líder feminista Bertha Lutz como uma das participantes da comissão que deveria elaborar o anteprojeto da nova Constituição Brasileira. Pouco mais de uma semana, porém, irrompe em São Paulo a Revolução Constitucionalista e todas as atenções são dirigidas ao conflito. Em 27 de outubro de 1932, três semanas após o fim das hostilidades, a Comissão do anteprojeto, composta por 23 componentes seria nomeada por Getúlio Vargas, que cumpria assim sua promessa, nomeando não só Bertha Lutz, mas também Nathércia da Cunha Silveira.caberia a primazia de ser eleita à médica paulista Carlota Pereira de Queiróz, a primeira deputada brasileira, que havia se notabilizado como voluntária na assistência aos feridos durante a Revolução Constitucionalista.

Contudo , vimos o poder das nossas mulheres crescerem cada vez mais tanto atuando na força política como nos bastidores dela. Nosso país teve exemplares mulheres na nossa história, assim como a admirável e inteligentíssima Dona Leopoldina, a nossa primeira imperatriz , que mesmo estando por "trás" de Dom Pedro I , nunca deixou de coordenar os trâmites da nossa política ( quando o seu marido brincava de "independência ou morte") , ao lado de grandes nomes da época. O Brasil teve a presença de Sarah Kubitschek (mesmo sendo primeira dama) foi a fundadora da Organização das Pioneiras Sociais, que realizou uma notável obra de assistencialismo em Minas Gerais; incluía fundação de escolas no interior, creches e distribuição de roupas, alimentos, cadeiras de rodas e aparelhos mecânicos para deficientes físicos. Além disso, fundou hospitais-volantes na maioria dos Estados e hospitais flutuantes, vindos da Alemanha para a Amazônia. Outra importante ( toco aqui novamente outra primeira dama) foi a dona e Doutora Doutora em antropologia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), Ruth Cardoso atuou como docente e pesquisadora na USP e em várias instituições universitárias que com todo respeito que lhe cabe é uma das mulheres mais atuantes que esse país vai demorar para ter!Isso porque o Brasil deve a ela criou e presidiu o programa Comunidade Solidária, de combate à exclusão social e à pobreza, dentro de uma perspectiva emancipatória. Em 2000, ela criou a organização não-governamental Comunitas, na qual atuou até sua morte. Essa sim,se estivesse viva seria uma opção para os tucanos e o terror para muitos petistas. Outra que destaco é a nossa eterna mininstra do meio ambiente e ex-candidata a presidência da república, a nossa estimável Marina Silva. Quem conheçe bem a trajetória dela (poucos dos 19,6 milhões que sabem)não cansou de depositar esperanças em uma mulher que vivenciou a miséria desde cedo e conhecendo o mundo aos 16 anos de idade, queria mudar essa corja política atual,que vem esfacelando a nossa democracia disfarçadamente. A nossa Marina que o Brasil vai poder conhecer em breve,sem ataques, sem terrorismo vermelho e azul.

Dentro desta dança democrática, o país colocou nas urnas o maior percentual de abstenções desde 1989 no segundo turno da eleição presidencial deste ano chega a 21,47%, maior índice da história! Isto porque nem um quer PT e nem PSDB, uma parcela consciente está cansada desse ciclo de poder deles, ciclo de corrupção e propagandas enganosas. Podemos ver que dessa parte 5% são marineiros fiéis.

Sempre gostei que o país tivesse uma mulher na história, mas uma com a ficha limpa de sangue, sem passados maculados pelo terrorimos e bandidagens, o Brasil presencia diariamente crimes e a nossa presidente contribuiu no passado fazendo parte de uma história mais drástica ainda, poderia seguir exemplos como vários intelectuais da época que não preferiram se igualar ao sangue dos covardes fardados.

Esperamos que o Brasil cresça e evolua,que os 10% mais ricos não fiquem, ainda, com 46% da riqueza. Que nossos jovens não saibam o que é analfabetismo. Que nossa população não pereça esperando por três meses para fazer um simples exame nos SUS e e mais dois para fazer uma biopsia,que o programa "saúde da família" ( que de fato é uma vergonha) não beneficie apenas poucos e sim todos da família. Que nossos professores sejam respeitados e mereçam dignidade, e aqueles destacados recebam o Cruzeiro do Sul em seu peito de nossa presidente.Que médicos não trabalhem para 300 sendo apenas um, com menos de mil reais. E que a corrupção e todo tipo de tráfico seja exterminado desde as favelas até as raízes mais profunda de nosso congresso e judiciário. Não será utópico pedir tanto, porque foram vocês que votaram e colocaram o retrocesso da corja corrupta no poder por mais quatro anos.


Carol

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CARTA DE FREI BETO A MARINA SILVA


GENTE, VENHO AQUI POSTAR ESTA LINDA CARTA DO FREI BETO PARA A MARINA SILVA, LEIAM.








CARTA DE FREI BETO A MARINA DA SILVA

Querida Marina FREI BETTO

Caíste de pé! Tu eras um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente
CAÍSTE DE pé! Trazes no sangue a efervescente biodiversidade da floresta amazônica. Teu coração desenha-se no formato do Acre e em teus ouvidos ressoa o grito de alerta de Chico Mendes. Corre em tuas veias o curso caudaloso dos rios ora ameaçados por aqueles que ignoram o teu valor e o significado de sustentabilidade.

Na Esplanada dos Ministérios, como ministra do Meio Ambiente, tu eras a Amazônia cabocla, indígena, mulher. Muitas vezes, ao ouvir tua voz clamar no deserto, me perguntei até quando agüentarias.
Não te merece um governo que se cerca de latifundiários e cúmplices do massacre de ianomâmis. Não te merecem aqueles que miram impassíveis os densos rolos de fumaça volatilizando a nossa floresta para abrir espaço ao gado, à soja, à cana, ao corte irresponsável de madeiras nobres.

Por que foste excluída do Plano Amazônia Sustentável? A quem beneficiará esse plano, aos ribeirinhos, aos povos indígenas, aos caiçaras, aos seringueiros ou às mineradoras, às hidrelétricas, às madeireiras e às empresas do agronegócio?
Quantas derrotas amargaste no governo? Lutaste ingloriamente para impedir a importação de pneus usados e a transformação do país em lixeira das nações metropolitanas; para evitar a aprovação dos transgênicos; para que se cumprisse a promessa histórica de reforma agrária.

Não te muniram de recursos necessários à execução do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, aprovado pelo governo em 2004.

Entre 1990 e 2006, a área de cultivo de soja na Amazônia se expandiu ao ritmo médio de 18% ao ano. O rebanho se multiplicou 11% ao ano. Os satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) detectaram, entre agosto e dezembro de 2007, a derrubada de 3.235 km2 de floresta.

É importante salientar que os satélites não contabilizam queimadas, apenas o corte raso de árvores. Portanto, nem dá para pôr a culpa na prolongada estiagem do segundo semestre de 2007. Como os satélites só captam cerca de 40% da área devastada, o próprio governo estima que 7.000 km2 tenham sido desmatados.

Mato Grosso é responsável por 53,7% do estrago; o Pará, por 17,8%; e Rondônia, por 16%. Do total de emissões de carbono do Brasil, 70% resultam de queimadas na Amazônia.

Quem será punido? Tudo indica que ninguém. A bancada ruralista no Congresso conta com cerca de 200 parlamentares, um terço dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
E, em ano de eleições municipais, não há nenhum indício de que os governos federal e estaduais pretendam infligir qualquer punição aos donos das motosserras com poder de abater árvores e eleger ($) candidatos.

Tu eras, Marina, um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente, os mesmos que repudiam a proposta de proibir no Brasil o fabrico de placas de amianto e consideram que "índio atrapalha o progresso".
Defendeste com ousadia nossas florestas, nossos biomas e nossos ecossistemas, incomodando quem não raciocina senão em cifrões e lucros, de costas para os direitos das futuras gerações. Teus passos, Marina, foram sempre guiados pela ponderação e pela fé.
Em teu coração jamais encontrou abrigo a sede de poder, o apego a cargos, a bajulação aos poderosos, e tua bolsa não conhece o dinheiro escuso da corrupção.

Retorna à tua cadeira no Senado Federal. Lembra-te ali de teu colega Cícero, de quem estás separada por séculos, porém unida pela coerência ética, a justa indignação e o amor ao bem comum.

Cícero se esforçou para que Catilina admitisse seus graves erros: "É tempo, acredita-me, de mudares essas disposições; desiste das chacinas e dos incêndios. Estás apanhado por todos os lados. Todos os teus planos são para nós mais claros que a luz do dia.

Em que país do mundo estamos nós, afinal? Que governo é o nosso?"
Faz ressoar ali tudo que calaste como ministra. Não temas, Marina. As gerações futuras haverão de te agradecer e reconhecer o teu inestimável mérito.
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CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 63, frade dominicano,

terça-feira, 21 de setembro de 2010

As lições de 64. Como aplicar um golpe de Estado.


Vivemos em mais um ano eleitoral, promessas aqui, alí.....bem, esse é o resultado que temos de uma "democracia", democracia? Sim,ou seja, quase uma democracia né? (ainda somos obrigados a votar/ não temos a O-B-R-I-G-A-Ç-A-O de acabar com as eleições proporcionais [ o voto proporcional que me refiro] / de dicidir a respeito da união homoafetiva, pena de morte,etc ....) Mas isto é papo para outro dia.....blá, blá, bla.....

Pernambuco nesta eleição, está vivewnciando mais uma vez essa pluralidade de moçinhos que estão se candidatando para lutar contra os fracos e oprimidos, verbalizando com seus discursos em um tom um demagogicamente "suave" (lê-se: cuidado já que o cidadão de hoje não é tão desinformado quanto aquele de mil nove centos e bolinha. Vê-se hoje muitos desses "moçinhos" ( dizendo que são os caçadores de ficha-suja, ou seja , dos "bandidos".) Estamos vendo uma puralidade de promessas que muitos desses candidatos defendem com seus argumentos inflamados atráves de uma impecável oratória , saciando a fome daqueles que sentem falta de se nutrir com babozeiras ambulantes.

Percebendo todo esse cenário teatral, do qual somos todos expectadores deste circo!

Pudi ver uma dessas propagandas, um referido candidato que defende a pena de morte. Sabemos que segundo os dados divulgados pelo jornal(Folha de S.Paulo) 55% das 5.700 pessoas ouvidas em 25 estados disseram ser favoráveis à pena de morte e 40% contra. Na pesquisa anterior, realizada em agosto de 2006, 51% eram favoráveis à pena de morte e 42% contrários. (fonte G1-08/04/07. http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,MUL19305-5598-133,00.html). Isto é, o referido candidato ganharia o apoio incondicional de muitos eleitores vítimas da violência. Só que os eleitores não tem a plena ciência que isto é mais uma das propangandas de mais um "ilustríssimo" demagogo de carteirinha , sabe por quê? Vamos a uma rapidinha sem maiores aprofundamentos:

----> Constituição Brasileira de 1988, inclui no art. 5º, XLII que não haverá pena de morte, salvo em caso de guerra declarada portanto, o legislador constitucional por meio da lei maior, aquela da qual deve emanar os princípios, as diretrizes para toda legislação ordinária no país, estabelecendo que a pena de morte não deve existir no Brasil.Trata-se, portanto, de cláusula pétrea que não pode ser alterada!!!!!

----> A prisão perpétua é expressamente proibida pela nossa Lei Maior, ressalvada a pena capital, somente, na hipótese de guerra declarada (artigos 5º, XLVII, a e 84, XIX CF/88)


Ou seja, há candidatos que está ludibriando você! Sei que nem todos os cidadãos devem ser bachareis em Direito para saber de seus direitos e garantias de nossas léis,mas se você for leigo e for pesquisas (existe sites de pesquisa para isso) as propostas de seus candidatos poderá ver o balaio de gato de absurdos.Portanto, mais uma vez, tenha cuidado! Mas que seu ódio pelos marginais que covardemente tiram a vida de um conhecido/parente seu ou que roubaram seu celular....enfim...candidato/político nenhum poderá fazer uma EMENDA CONSTITUCIONAL para abolir a pena de morte e a prisão perpétua!!

O que você pode fazer para mudar esse contexto? Simplesmente é fazer nada mais nada menos que uma revolução, isso mesmo, revolução! Tomar o poder, quero ser mais explícita. Para isso recomendo que leiam o livro de : Curzio Malaparte - Técnica do Golpe de Estado. Livro interesante. Só dessa forma que você poderá modificar o cenário que estamos,isto é: acabará com voto obrigatório, sancionar a pena de morte e a prisão perpétua......

Coloquei abaixo uma artigo do Paulo Henrrique Amorim que achei muito interessante na sua vião a respeito de como aplicaria o Golpe de Estado, ( NÃO QUERO SER VISTA COMO INCITADORA DE GOLPE, MAS COMO UMA CIDADÃ QUE QUER INFORMAR VOCÊ SEM IDEOLOGIAS DOMINANTES POR TRÁS). Vejamos.


As lições de 64. Como aplicar um golpe de Estado.

Acredito que, na América Latina, todo presidente trabalhista é uma vítima em potencial de um golpe de Estado. Acredito que no Brasil sobrevivem instrumentos muito úteis a um golpe de Estado. Acredito também que esses instrumentos são testados no Brasil e na América Latina com freqüência. Não são nenhuma novidade. Apesar do júbilo que percebi entre os que, ao relembrar ’64, observaram que “isso não se repetirá”, pois, entre muitos motivos, “as instituições democráticas estão mais fortes”, peço licença para discordar.

Há várias maneiras de dar um golpe de Estado hoje no Brasil. Não imagino como um golpe de Estado possa acabar – se com um tiro no peito no Palácio do Catete, ou com o incêndio do La Moneda. Mas, conheço várias maneiras de botar o golpe para andar.

Não pretendo, aqui, competir com Curzio Malaparte, que, no auge do fervor fascista, escreveu o manual “Técnica do Golpe de Estado”. Pretendo, apenas, demonstrar que a técnica está ao alcance de todos.

Para tratar de um assunto que conheço melhor, vamos ver, primeiro, como se pode dar um golpe pela televisão.

Recomenda-se inicialmente aplicar no canto direito do vídeo, embaixo, a expressão “ao vivo”. Em seguida, combinar imagens de baixo e de cima, feitas de helicóptero. E fazer com que os repórteres andem, quase corram, e narrem com dificuldade de respirar. Cria-se assim um ambiente de dramaticidade. De urgência. “Está para acontecer”, “a história que se faz à sua frente, ao vivo”. O espectador precisa ter a sensação de que também ele é capaz de dar o golpe.

Para que utilizar essa técnica? Para cobrir a “baderna”. Por exemplo, uma greve em serviço público. Um confronto entre grevistas e a polícia. A paralisação dos transportes, como ocorreu na queda de Allende. O fechamento do porto de Paranaguá, recentemente, teria sido um cenário quase perfeito. Com imagens de helicóptero, aquelas filas de caminhões intermináveis. Não podia ser melhor para um golpe.

Como se sabe, a quase-obra-prima do golpe da mídia foi em abril de 2002, quando as quatro redes de televisão da Venezuela usaram a melhor tecnologia disponível. Nos quatro dias antes do golpe, as quatro estações colocaram “talk-shows” no ar, ao vivo, com respeitáveis “comentaristas”, freqüentemente inflamados, que desancavam o presidente eleito. Nos intervalos, comerciais “pagos” por importantes grupos ligados à industria do petróleo conclamavam a população a ir a uma passeata contra o presidente eleito: “Nenhum passo atrás ! Levante-se. Às ruas!” – era a chamada.

Até que houve a tragédia que impulsionou o golpe. Na passeata, no confronto de manifestantes contra e a favor do presidente eleito, apareceu um livre-atirador e 11 pessoas morreram. As quatro redes fizeram uma cobertura exaustiva, desse jeito, ao vivo, com narrações ofegantes, e responsabilizaram a polícia do presidente eleito.

(Um cadáver é um fermento poderoso para golpes. A história do Brasil registra a morte do Major Rubem Vaz, no crime da Rua Toneleros, e como contribuiu para o golpe contra Getúlio.)

Com “a baderna” nas ruas e a frenética cobertura da televisão, o presidente eleito saiu do Palácio, mas não renunciou. A oposição tomou o Palácio e deu-se o golpe. As emissoras de tevê censuraram qualquer noticia sobre o presidente eleito. O presidente da “Abert” venezuelana, a associação que reúne as redes de televisão, foi um dos signatários do decreto que fechou o Congresso Nacional.

O golpe da Venezuela, como se sabe, durou 48 horas. Mas demonstrou de forma inequívoca que a televisão pode fazer mais do criar as condições para um golpe. Ela, de fato, pode dar o golpe.

Uma questão de método: o que é uma “baderna”?

Depende de quem controla os meios de comunicação. O que, no Hemisfério Norte, se pode chamar de “reivindicação salarial”, no Hemisfério Sul, a depender do interesse da rede de televisão, do numero de pessoas na rua e da presença do helicóptero ou do moto-link, se pode chamar de “baderna”.

Um instrumento importante para a televisão dar o golpe é a utilização das “pesquisas” de opinião pública.

(Para que não haja dúvidas, devo explicar, preliminarmente, que o UOL, onde trabalho, é controlado pela Folha de São Paulo, que também controla o Datafolha. O Datafolha é o único instituto de pesquisa que não vende pesquisas a candidatos. E é nessa relação institutos-tevê-candidatos que, na minha opinião, se encerra o pecado capital da indústria de pesquisas no país.)

Primeiro, ao se preparar um golpe para depor o presidente eleito, é muito importante dar destaque às pesquisas de opinião publica. Falo, claro, de pesquisas em que o presidente eleito fique mal. Dar na escalada do jornal da tevê. Fazer computer-graphics fortes. Poucas telas, para não confundir. Poucos elementos por tela, para ressaltar o mais importante. Usar cores primárias. Confirmar os dados da pesquisa com “comentaristas”, de preferência os donos dos próprios institutos de pesquisas, para evitar duvidas ou interpretações ambíguas.

O importante é fazer com que o resultado de cada pesquisa pareça o resultado de uma eleição. Para que a legitimidade do presidente eleito se submeta a vários “turnos”: cada pesquisa é uma nova eleição.

A pesquisa na manchete da televisão é uma forma infalível de corroer a legitimidade de um presidente eleito. Cria a sensação de que a pesquisa contém um resultado inapelável, assim como deveria ser inapelável, por quatro anos, o resultado da eleição presidencial: “bom, se a popularidade dele está assim. não tem jeito, ele tem que cair fora”.

É muito importante o golpista usar uma tecnologia que, até onde sei, foi usada com perfeição por um grande estadista, o Presidente Richard Nixon dos Estados Unidos. O interessado – como era Nixon — tem que conhecer o resultado da pesquisa com antecedência, para criar fatos políticos que a pesquisa venha a confirmar. Ou preparar a defesa, caso o resultado da pesquisa venha a ser desfavorável aos organizadores do golpe.

Nixon condicionava a data de solenidades públicas e de eventos da Presidência à data da divulgação da pesquisa. Ele tinha na Casa Branca equipes para tratar de cada instituto de pesquisa: para cada Ibope, um grupo de trabalho. O objetivo era criar um ambiente tão favorável que a Casa Branca soubesse – e muitas vezes pudesse mudar – as perguntas que a pesquisa ia fazer no campo.

Essa é uma técnica tão eficaz que pode ser usada igualmente pelos organizadores do golpe. Não é monopólio de quem está no poder.

Também não é novidade. Vi com meus olhos, na suíte presidencial do Hotel Plaza, de Nova York, quando o então presidente Fernando Collor recebeu, de manhã, o resultado de um Ibope que o Jornal Nacional divulgaria à noite.

Quanto mais perto da eleição, essa ligação de institutos de pesquisa com redes de tevê se torna ainda mais relevante.

Na ultima eleição para Presidente do Brasil, houve dois episódios que demonstram como essa associação pode ajudar um golpe de Estado.

“Desconstruída” a candidatura Roseana Sarney, era importante para o candidato José Serra “desconstruir” a candidatura Ciro Gomes, imediatamente após o início da campanha no horário gratuito da tevê. Serra precisava se aproximar, o mais rápido possível, do embate direto com Lula, quando, então, se comprovaria que Serra estava “mais preparado” para governar.

Ao fim da primeira semana da propaganda eleitoral gratuita, dois institutos de pesquisas – nenhum deles era o Datafolha – conseguiram mostrar números que “desconstruíram” a candidatura Ciro Gomes. Soube, na época, embora não pudesse confirmar – como não posso, até agora – que dois fortes empresários do setor financeiro (um deles também ligado à industria de telefonia) fizeram uma vaquinha para financiar as pesquisas que levassem a esse resultado: “desconstruir” Ciro Gomes.

Ainda no primeiro turno, tenho sérias desconfianças de que, a certa altura, Anthony Garotinho passou ao segundo lugar, na frente de Serra.

Segundo o site americano www.voterfraud.org, uma das formas de fraudar uma eleição é precisamente manipular pesquisas de intenção de voto meses bem antes da eleição.

Para quem quer dar um golpe no presidente eleito, as pesquisas meses antes da eleição são um poderoso instrumento. Devidamente “trabalhadas”, elas matam os candidatos indesejáveis e começam a plantar a semente da instabilidade: o inimigo está fraco.

A rigor, os institutos de pesquisa de opinião pública só precisam acertar uma pesquisa: a de boca de urna, no dia de eleição. Todas as outras são precárias. Ainda mais que a indústria da pesquisa de opinião pública no Brasil é tão transparente quanto era a indústria do bingo.

Um instrumento poderoso para derrubar um presidente da República eleito é fazer com que uma instituição financeira – de preferência americana – contrate uma pesquisa de opinião pública.

Aí, é a sopa no mel. Porque, se o Presidente candidato à reeleição se sair mal na pesquisa, torna-se alvo de duas armas mortíferas: a perda de legitimidade e a subseqüente condenação dos mercados financeiros internacionais.

Isso aconteceu na ultima eleição, com efeitos dramáticos. O então presidente Fernando Henrique Cardoso e seu candidato José Serra foram para a televisão dizer que a eleição de Luís Inácio Lula da Silva significava “a argentinização” do Brasil. Essa impressão se confirmava em pesquisas contratadas por um dos maiores bancos americanos, o Bank of America. Quanto mais Lula subia nas pesquisas, mais o Brasil se aproximava do abismo. O banco americano Goldman Sachs, onde pontifica um respeitado economista brasileiro, Paulo Leme, criou o “dólar Lula”: cada vez que Lula subia nas pesquisas, o dólar subia junto.

Não é à toa que às vésperas do segundo turno, o dólar chegou a R$ 3,78 e o risco-país a 1.813 pontos. Hoje, o dólar está perto dos R$ 2,90 e o risco, acima dos 500 pontos.

Como uma das vantagens de encomendar uma pesquisa é receber o resultado antes da divulgação, é possível – como talvez já tenha acontecido no Brasil. A instituição financeira deixa vazar a informação mais útil e ganha montanhas de dinheiro na bolsa e no mercado do dólar.

Outro fator importante nesse conjunto de instrumentos para derrubar um presidente eleito são os economistas dos bancos internacionais e as agências de risco: eles têm um poder incontrastável. Como uma brigada anônima, que se manifesta através dos noticiosos financeiros na Internet, eles decidem se os investidores do mundo inteiro devem ou não investir num país. A revista Carta Capital contou que, uma vez, em Nova York, o Primeiro Ministro da Itália, Massimo Dalema, resolveu conhecer o economista de um banco que decidia se os investidores deviam ou não comprar títulos do Governo italiano. Conheceu: o jovem não falava italiano nem conhecia a Itália.

Se as pesquisas na televisão já “demonstrarem” uma deterioração da legitimidade do presidente eleito, uma confirmação que venha do exterior, de preferência de Wall Street, pode ser muito útil a um golpe. Dá-se então o ciclo da auto-alimentação: as pesquisas saem na tevê: “a legitimidade do presidente eleito está em baixa”. Com isso, as agencias de risco se assustam e o risco-país dispara. Aí, as tevês dão em manchete: “O risco-país disparou”. E a legitimidade do presidente eleito piora ainda mais.

É o golpe do risco-país, uma atualização do que Malaparte chamou, prosaicamente, de “golpe de Estado”.

Porém, a forma infalível de dar um golpe de Estado é roubar a eleição. Não me refiro à eleição de George Bush, à apuração na Florida ou ao golpe da Suprema Corte, liderada pelo Marechal-Juiz Anthony Scalia.

Diz-se que o Brasil é um exemplo ao mundo: que a votação eletrônica brasileira é à prova de fraude. Em 1982, no Rio de Janeiro, vi uma eleição à prova de fraude ser manipulada, na digitação dos votos, por obra de uma associação do então SNI com o candidato do Governo, Moreira Franco, e o apoio da Rede Globo e do jornal O Globo. Tudo para impedir a eleição de Leonel Brizola ao Governo do Estado. Foi o chamado escândalo da Proconsult.

Depois do fiasco da eleição de 2000, até hoje a imprensa americana (e os democratas) tem sérias duvidas sobre a lisura da próxima eleição presidencial na Florida. Eu, de minha parte, acredito em tudo. A Proconsult pode ressuscitar. Quem assistiu a Matrix sabe que roubar uma eleição, na Florida ou em Madureira, é uma questão de software.

Recentemente, o ex-presidente do México, Miguel de la Madrid publicou um livro em que conta como roubou a eleição para dar a vitória a Carlos Salinas de Gortari. De la Madrid confirma o que sempre se imaginou: a apuração começou a revelar que o candidato da oposição Cuauhtémoc Cardenas venceria. O Governo anunciou que os computadores tinham quebrado e a apuração recomeçaria do zero. Salinas se elegeu. E hoje vive refugiado na Irlanda.

Há uma forma branda, quase indolor de dar o golpe. Criadas as condições necessárias, com a aplicação das técnicas acima mencionadas, é possível dar um golpe com a instituição do regime parlamentarista. Foi o que se fez com o Presidente João Goulart. E pode perfeitamente ser feito ainda. É uma técnica também disponível e que deve estar na cabeça de muitas pessoas.

De pessoas que, por exemplo, tenham lido o discurso de posse do ex- Ministro José Serra na presidência do PSDB. Ele falou três vezes em “parlamentarismo” e nem uma só vez em “segurança” ou “segurança pública”.

O golpe parlamentarista, porém, exige que o Presidente da Câmara seja Ranieri Mazilli, que, docemente constrangido, aceite assumir a Presidência da República. E o Presidente do Senado seja Auro de Moura Andrade, que considere o poder “vago”, caso o presidente Lula vá comer churrasco na Granja do Torto.

Vejam que não falei em derrubar o Presidente Lula com a ajuda do General Vernon Walters, nem dos militares subordinados ao General Mourão Filho.

Falo de instrumentos modernos para dar um golpe de Estado. São também instrumentos disponíveis, que estão na prateleira dos nossos tempos, e que a sociedade brasileira já usou e testou. Para que um golpe seja bem sucedido, basta combinar esses elementos na exata medida e na seqüência certa.

Porém, um golpe contra o presidente Luis Inácio Lula da Silva, só será bem sucedido, se, antes, for feito um trabalho catequético e a sociedade brasileira se convença de que o presidente não está “preparado”.

Eleger-se com os votos da maioria dos brasileiros não tem importância, se as pessoas se convencerem de que ele não está “preparado”. “Preparado” para quê? Não importa. Depois de o Brasil ser governado por Fernando Henrique Cardoso, um homem notoriamente “preparado”, ter um presidente “despreparado” é motivo suficiente para se pensar em derrubá-lo.

Quem define o que é “preparado”? Tanto quanto definir “baderna”, definir o que é ser “preparado” cabe a quem tiver o poder de definir. Isso pode parecer um disparate, mas não é. Veja-se a ultima leva de historiadores do Governo João Goulart. Eleito duas vezes vice-presidente da Republica, Goulart era, porém, um “despreparado”.

Imaginem – ponderam esses importantes historiadores — que João Goulart pretendeu fazer uma Reforma Agrária sem saber que Reforma Agrária fazer. Que reforma agrária Jango queria? A do Homestead Act dos Estados Unidos, na Guerra Civil; ou a do General MacArthur, no Japão, depois da Segunda Guerra?

Francamente, Jango não estava preparado para tratar disso.

Tinha mesmo que ser deposto.





By CAROL