terça-feira, 21 de setembro de 2010

As lições de 64. Como aplicar um golpe de Estado.


Vivemos em mais um ano eleitoral, promessas aqui, alí.....bem, esse é o resultado que temos de uma "democracia", democracia? Sim,ou seja, quase uma democracia né? (ainda somos obrigados a votar/ não temos a O-B-R-I-G-A-Ç-A-O de acabar com as eleições proporcionais [ o voto proporcional que me refiro] / de dicidir a respeito da união homoafetiva, pena de morte,etc ....) Mas isto é papo para outro dia.....blá, blá, bla.....

Pernambuco nesta eleição, está vivewnciando mais uma vez essa pluralidade de moçinhos que estão se candidatando para lutar contra os fracos e oprimidos, verbalizando com seus discursos em um tom um demagogicamente "suave" (lê-se: cuidado já que o cidadão de hoje não é tão desinformado quanto aquele de mil nove centos e bolinha. Vê-se hoje muitos desses "moçinhos" ( dizendo que são os caçadores de ficha-suja, ou seja , dos "bandidos".) Estamos vendo uma puralidade de promessas que muitos desses candidatos defendem com seus argumentos inflamados atráves de uma impecável oratória , saciando a fome daqueles que sentem falta de se nutrir com babozeiras ambulantes.

Percebendo todo esse cenário teatral, do qual somos todos expectadores deste circo!

Pudi ver uma dessas propagandas, um referido candidato que defende a pena de morte. Sabemos que segundo os dados divulgados pelo jornal(Folha de S.Paulo) 55% das 5.700 pessoas ouvidas em 25 estados disseram ser favoráveis à pena de morte e 40% contra. Na pesquisa anterior, realizada em agosto de 2006, 51% eram favoráveis à pena de morte e 42% contrários. (fonte G1-08/04/07. http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,MUL19305-5598-133,00.html). Isto é, o referido candidato ganharia o apoio incondicional de muitos eleitores vítimas da violência. Só que os eleitores não tem a plena ciência que isto é mais uma das propangandas de mais um "ilustríssimo" demagogo de carteirinha , sabe por quê? Vamos a uma rapidinha sem maiores aprofundamentos:

----> Constituição Brasileira de 1988, inclui no art. 5º, XLII que não haverá pena de morte, salvo em caso de guerra declarada portanto, o legislador constitucional por meio da lei maior, aquela da qual deve emanar os princípios, as diretrizes para toda legislação ordinária no país, estabelecendo que a pena de morte não deve existir no Brasil.Trata-se, portanto, de cláusula pétrea que não pode ser alterada!!!!!

----> A prisão perpétua é expressamente proibida pela nossa Lei Maior, ressalvada a pena capital, somente, na hipótese de guerra declarada (artigos 5º, XLVII, a e 84, XIX CF/88)


Ou seja, há candidatos que está ludibriando você! Sei que nem todos os cidadãos devem ser bachareis em Direito para saber de seus direitos e garantias de nossas léis,mas se você for leigo e for pesquisas (existe sites de pesquisa para isso) as propostas de seus candidatos poderá ver o balaio de gato de absurdos.Portanto, mais uma vez, tenha cuidado! Mas que seu ódio pelos marginais que covardemente tiram a vida de um conhecido/parente seu ou que roubaram seu celular....enfim...candidato/político nenhum poderá fazer uma EMENDA CONSTITUCIONAL para abolir a pena de morte e a prisão perpétua!!

O que você pode fazer para mudar esse contexto? Simplesmente é fazer nada mais nada menos que uma revolução, isso mesmo, revolução! Tomar o poder, quero ser mais explícita. Para isso recomendo que leiam o livro de : Curzio Malaparte - Técnica do Golpe de Estado. Livro interesante. Só dessa forma que você poderá modificar o cenário que estamos,isto é: acabará com voto obrigatório, sancionar a pena de morte e a prisão perpétua......

Coloquei abaixo uma artigo do Paulo Henrrique Amorim que achei muito interessante na sua vião a respeito de como aplicaria o Golpe de Estado, ( NÃO QUERO SER VISTA COMO INCITADORA DE GOLPE, MAS COMO UMA CIDADÃ QUE QUER INFORMAR VOCÊ SEM IDEOLOGIAS DOMINANTES POR TRÁS). Vejamos.


As lições de 64. Como aplicar um golpe de Estado.

Acredito que, na América Latina, todo presidente trabalhista é uma vítima em potencial de um golpe de Estado. Acredito que no Brasil sobrevivem instrumentos muito úteis a um golpe de Estado. Acredito também que esses instrumentos são testados no Brasil e na América Latina com freqüência. Não são nenhuma novidade. Apesar do júbilo que percebi entre os que, ao relembrar ’64, observaram que “isso não se repetirá”, pois, entre muitos motivos, “as instituições democráticas estão mais fortes”, peço licença para discordar.

Há várias maneiras de dar um golpe de Estado hoje no Brasil. Não imagino como um golpe de Estado possa acabar – se com um tiro no peito no Palácio do Catete, ou com o incêndio do La Moneda. Mas, conheço várias maneiras de botar o golpe para andar.

Não pretendo, aqui, competir com Curzio Malaparte, que, no auge do fervor fascista, escreveu o manual “Técnica do Golpe de Estado”. Pretendo, apenas, demonstrar que a técnica está ao alcance de todos.

Para tratar de um assunto que conheço melhor, vamos ver, primeiro, como se pode dar um golpe pela televisão.

Recomenda-se inicialmente aplicar no canto direito do vídeo, embaixo, a expressão “ao vivo”. Em seguida, combinar imagens de baixo e de cima, feitas de helicóptero. E fazer com que os repórteres andem, quase corram, e narrem com dificuldade de respirar. Cria-se assim um ambiente de dramaticidade. De urgência. “Está para acontecer”, “a história que se faz à sua frente, ao vivo”. O espectador precisa ter a sensação de que também ele é capaz de dar o golpe.

Para que utilizar essa técnica? Para cobrir a “baderna”. Por exemplo, uma greve em serviço público. Um confronto entre grevistas e a polícia. A paralisação dos transportes, como ocorreu na queda de Allende. O fechamento do porto de Paranaguá, recentemente, teria sido um cenário quase perfeito. Com imagens de helicóptero, aquelas filas de caminhões intermináveis. Não podia ser melhor para um golpe.

Como se sabe, a quase-obra-prima do golpe da mídia foi em abril de 2002, quando as quatro redes de televisão da Venezuela usaram a melhor tecnologia disponível. Nos quatro dias antes do golpe, as quatro estações colocaram “talk-shows” no ar, ao vivo, com respeitáveis “comentaristas”, freqüentemente inflamados, que desancavam o presidente eleito. Nos intervalos, comerciais “pagos” por importantes grupos ligados à industria do petróleo conclamavam a população a ir a uma passeata contra o presidente eleito: “Nenhum passo atrás ! Levante-se. Às ruas!” – era a chamada.

Até que houve a tragédia que impulsionou o golpe. Na passeata, no confronto de manifestantes contra e a favor do presidente eleito, apareceu um livre-atirador e 11 pessoas morreram. As quatro redes fizeram uma cobertura exaustiva, desse jeito, ao vivo, com narrações ofegantes, e responsabilizaram a polícia do presidente eleito.

(Um cadáver é um fermento poderoso para golpes. A história do Brasil registra a morte do Major Rubem Vaz, no crime da Rua Toneleros, e como contribuiu para o golpe contra Getúlio.)

Com “a baderna” nas ruas e a frenética cobertura da televisão, o presidente eleito saiu do Palácio, mas não renunciou. A oposição tomou o Palácio e deu-se o golpe. As emissoras de tevê censuraram qualquer noticia sobre o presidente eleito. O presidente da “Abert” venezuelana, a associação que reúne as redes de televisão, foi um dos signatários do decreto que fechou o Congresso Nacional.

O golpe da Venezuela, como se sabe, durou 48 horas. Mas demonstrou de forma inequívoca que a televisão pode fazer mais do criar as condições para um golpe. Ela, de fato, pode dar o golpe.

Uma questão de método: o que é uma “baderna”?

Depende de quem controla os meios de comunicação. O que, no Hemisfério Norte, se pode chamar de “reivindicação salarial”, no Hemisfério Sul, a depender do interesse da rede de televisão, do numero de pessoas na rua e da presença do helicóptero ou do moto-link, se pode chamar de “baderna”.

Um instrumento importante para a televisão dar o golpe é a utilização das “pesquisas” de opinião pública.

(Para que não haja dúvidas, devo explicar, preliminarmente, que o UOL, onde trabalho, é controlado pela Folha de São Paulo, que também controla o Datafolha. O Datafolha é o único instituto de pesquisa que não vende pesquisas a candidatos. E é nessa relação institutos-tevê-candidatos que, na minha opinião, se encerra o pecado capital da indústria de pesquisas no país.)

Primeiro, ao se preparar um golpe para depor o presidente eleito, é muito importante dar destaque às pesquisas de opinião publica. Falo, claro, de pesquisas em que o presidente eleito fique mal. Dar na escalada do jornal da tevê. Fazer computer-graphics fortes. Poucas telas, para não confundir. Poucos elementos por tela, para ressaltar o mais importante. Usar cores primárias. Confirmar os dados da pesquisa com “comentaristas”, de preferência os donos dos próprios institutos de pesquisas, para evitar duvidas ou interpretações ambíguas.

O importante é fazer com que o resultado de cada pesquisa pareça o resultado de uma eleição. Para que a legitimidade do presidente eleito se submeta a vários “turnos”: cada pesquisa é uma nova eleição.

A pesquisa na manchete da televisão é uma forma infalível de corroer a legitimidade de um presidente eleito. Cria a sensação de que a pesquisa contém um resultado inapelável, assim como deveria ser inapelável, por quatro anos, o resultado da eleição presidencial: “bom, se a popularidade dele está assim. não tem jeito, ele tem que cair fora”.

É muito importante o golpista usar uma tecnologia que, até onde sei, foi usada com perfeição por um grande estadista, o Presidente Richard Nixon dos Estados Unidos. O interessado – como era Nixon — tem que conhecer o resultado da pesquisa com antecedência, para criar fatos políticos que a pesquisa venha a confirmar. Ou preparar a defesa, caso o resultado da pesquisa venha a ser desfavorável aos organizadores do golpe.

Nixon condicionava a data de solenidades públicas e de eventos da Presidência à data da divulgação da pesquisa. Ele tinha na Casa Branca equipes para tratar de cada instituto de pesquisa: para cada Ibope, um grupo de trabalho. O objetivo era criar um ambiente tão favorável que a Casa Branca soubesse – e muitas vezes pudesse mudar – as perguntas que a pesquisa ia fazer no campo.

Essa é uma técnica tão eficaz que pode ser usada igualmente pelos organizadores do golpe. Não é monopólio de quem está no poder.

Também não é novidade. Vi com meus olhos, na suíte presidencial do Hotel Plaza, de Nova York, quando o então presidente Fernando Collor recebeu, de manhã, o resultado de um Ibope que o Jornal Nacional divulgaria à noite.

Quanto mais perto da eleição, essa ligação de institutos de pesquisa com redes de tevê se torna ainda mais relevante.

Na ultima eleição para Presidente do Brasil, houve dois episódios que demonstram como essa associação pode ajudar um golpe de Estado.

“Desconstruída” a candidatura Roseana Sarney, era importante para o candidato José Serra “desconstruir” a candidatura Ciro Gomes, imediatamente após o início da campanha no horário gratuito da tevê. Serra precisava se aproximar, o mais rápido possível, do embate direto com Lula, quando, então, se comprovaria que Serra estava “mais preparado” para governar.

Ao fim da primeira semana da propaganda eleitoral gratuita, dois institutos de pesquisas – nenhum deles era o Datafolha – conseguiram mostrar números que “desconstruíram” a candidatura Ciro Gomes. Soube, na época, embora não pudesse confirmar – como não posso, até agora – que dois fortes empresários do setor financeiro (um deles também ligado à industria de telefonia) fizeram uma vaquinha para financiar as pesquisas que levassem a esse resultado: “desconstruir” Ciro Gomes.

Ainda no primeiro turno, tenho sérias desconfianças de que, a certa altura, Anthony Garotinho passou ao segundo lugar, na frente de Serra.

Segundo o site americano www.voterfraud.org, uma das formas de fraudar uma eleição é precisamente manipular pesquisas de intenção de voto meses bem antes da eleição.

Para quem quer dar um golpe no presidente eleito, as pesquisas meses antes da eleição são um poderoso instrumento. Devidamente “trabalhadas”, elas matam os candidatos indesejáveis e começam a plantar a semente da instabilidade: o inimigo está fraco.

A rigor, os institutos de pesquisa de opinião pública só precisam acertar uma pesquisa: a de boca de urna, no dia de eleição. Todas as outras são precárias. Ainda mais que a indústria da pesquisa de opinião pública no Brasil é tão transparente quanto era a indústria do bingo.

Um instrumento poderoso para derrubar um presidente da República eleito é fazer com que uma instituição financeira – de preferência americana – contrate uma pesquisa de opinião pública.

Aí, é a sopa no mel. Porque, se o Presidente candidato à reeleição se sair mal na pesquisa, torna-se alvo de duas armas mortíferas: a perda de legitimidade e a subseqüente condenação dos mercados financeiros internacionais.

Isso aconteceu na ultima eleição, com efeitos dramáticos. O então presidente Fernando Henrique Cardoso e seu candidato José Serra foram para a televisão dizer que a eleição de Luís Inácio Lula da Silva significava “a argentinização” do Brasil. Essa impressão se confirmava em pesquisas contratadas por um dos maiores bancos americanos, o Bank of America. Quanto mais Lula subia nas pesquisas, mais o Brasil se aproximava do abismo. O banco americano Goldman Sachs, onde pontifica um respeitado economista brasileiro, Paulo Leme, criou o “dólar Lula”: cada vez que Lula subia nas pesquisas, o dólar subia junto.

Não é à toa que às vésperas do segundo turno, o dólar chegou a R$ 3,78 e o risco-país a 1.813 pontos. Hoje, o dólar está perto dos R$ 2,90 e o risco, acima dos 500 pontos.

Como uma das vantagens de encomendar uma pesquisa é receber o resultado antes da divulgação, é possível – como talvez já tenha acontecido no Brasil. A instituição financeira deixa vazar a informação mais útil e ganha montanhas de dinheiro na bolsa e no mercado do dólar.

Outro fator importante nesse conjunto de instrumentos para derrubar um presidente eleito são os economistas dos bancos internacionais e as agências de risco: eles têm um poder incontrastável. Como uma brigada anônima, que se manifesta através dos noticiosos financeiros na Internet, eles decidem se os investidores do mundo inteiro devem ou não investir num país. A revista Carta Capital contou que, uma vez, em Nova York, o Primeiro Ministro da Itália, Massimo Dalema, resolveu conhecer o economista de um banco que decidia se os investidores deviam ou não comprar títulos do Governo italiano. Conheceu: o jovem não falava italiano nem conhecia a Itália.

Se as pesquisas na televisão já “demonstrarem” uma deterioração da legitimidade do presidente eleito, uma confirmação que venha do exterior, de preferência de Wall Street, pode ser muito útil a um golpe. Dá-se então o ciclo da auto-alimentação: as pesquisas saem na tevê: “a legitimidade do presidente eleito está em baixa”. Com isso, as agencias de risco se assustam e o risco-país dispara. Aí, as tevês dão em manchete: “O risco-país disparou”. E a legitimidade do presidente eleito piora ainda mais.

É o golpe do risco-país, uma atualização do que Malaparte chamou, prosaicamente, de “golpe de Estado”.

Porém, a forma infalível de dar um golpe de Estado é roubar a eleição. Não me refiro à eleição de George Bush, à apuração na Florida ou ao golpe da Suprema Corte, liderada pelo Marechal-Juiz Anthony Scalia.

Diz-se que o Brasil é um exemplo ao mundo: que a votação eletrônica brasileira é à prova de fraude. Em 1982, no Rio de Janeiro, vi uma eleição à prova de fraude ser manipulada, na digitação dos votos, por obra de uma associação do então SNI com o candidato do Governo, Moreira Franco, e o apoio da Rede Globo e do jornal O Globo. Tudo para impedir a eleição de Leonel Brizola ao Governo do Estado. Foi o chamado escândalo da Proconsult.

Depois do fiasco da eleição de 2000, até hoje a imprensa americana (e os democratas) tem sérias duvidas sobre a lisura da próxima eleição presidencial na Florida. Eu, de minha parte, acredito em tudo. A Proconsult pode ressuscitar. Quem assistiu a Matrix sabe que roubar uma eleição, na Florida ou em Madureira, é uma questão de software.

Recentemente, o ex-presidente do México, Miguel de la Madrid publicou um livro em que conta como roubou a eleição para dar a vitória a Carlos Salinas de Gortari. De la Madrid confirma o que sempre se imaginou: a apuração começou a revelar que o candidato da oposição Cuauhtémoc Cardenas venceria. O Governo anunciou que os computadores tinham quebrado e a apuração recomeçaria do zero. Salinas se elegeu. E hoje vive refugiado na Irlanda.

Há uma forma branda, quase indolor de dar o golpe. Criadas as condições necessárias, com a aplicação das técnicas acima mencionadas, é possível dar um golpe com a instituição do regime parlamentarista. Foi o que se fez com o Presidente João Goulart. E pode perfeitamente ser feito ainda. É uma técnica também disponível e que deve estar na cabeça de muitas pessoas.

De pessoas que, por exemplo, tenham lido o discurso de posse do ex- Ministro José Serra na presidência do PSDB. Ele falou três vezes em “parlamentarismo” e nem uma só vez em “segurança” ou “segurança pública”.

O golpe parlamentarista, porém, exige que o Presidente da Câmara seja Ranieri Mazilli, que, docemente constrangido, aceite assumir a Presidência da República. E o Presidente do Senado seja Auro de Moura Andrade, que considere o poder “vago”, caso o presidente Lula vá comer churrasco na Granja do Torto.

Vejam que não falei em derrubar o Presidente Lula com a ajuda do General Vernon Walters, nem dos militares subordinados ao General Mourão Filho.

Falo de instrumentos modernos para dar um golpe de Estado. São também instrumentos disponíveis, que estão na prateleira dos nossos tempos, e que a sociedade brasileira já usou e testou. Para que um golpe seja bem sucedido, basta combinar esses elementos na exata medida e na seqüência certa.

Porém, um golpe contra o presidente Luis Inácio Lula da Silva, só será bem sucedido, se, antes, for feito um trabalho catequético e a sociedade brasileira se convença de que o presidente não está “preparado”.

Eleger-se com os votos da maioria dos brasileiros não tem importância, se as pessoas se convencerem de que ele não está “preparado”. “Preparado” para quê? Não importa. Depois de o Brasil ser governado por Fernando Henrique Cardoso, um homem notoriamente “preparado”, ter um presidente “despreparado” é motivo suficiente para se pensar em derrubá-lo.

Quem define o que é “preparado”? Tanto quanto definir “baderna”, definir o que é ser “preparado” cabe a quem tiver o poder de definir. Isso pode parecer um disparate, mas não é. Veja-se a ultima leva de historiadores do Governo João Goulart. Eleito duas vezes vice-presidente da Republica, Goulart era, porém, um “despreparado”.

Imaginem – ponderam esses importantes historiadores — que João Goulart pretendeu fazer uma Reforma Agrária sem saber que Reforma Agrária fazer. Que reforma agrária Jango queria? A do Homestead Act dos Estados Unidos, na Guerra Civil; ou a do General MacArthur, no Japão, depois da Segunda Guerra?

Francamente, Jango não estava preparado para tratar disso.

Tinha mesmo que ser deposto.





By CAROL

terça-feira, 24 de agosto de 2010

SOFRER, POR QUÊ?

Eu sofro, tu sofres, eles sofrem......

Eita verbinho complicado que é muito doloroso conjugar, não é? Pois bem, todas (os) nós sofremos por ter perdido ou uma pessoa para morte ou para vida. Complicado! Pois é, sentimento humano é a essência que nos cabe, que nos move......se nós não tivéssemos eles seríamos puros seres robóticos ,mecanizados pela vida.....

Quando nos apegamos a alguém ficamos tão acorrentados com nossas fantasias interiores parecemos mais estar em uma semana carvanalesca, que quando caímos sentimos os verdadeiros calos e galos da realidade fria e crua. Quem nunca gostou de alguém levante a mão, rsss... é cruel voltar a realidade quando se estar ainda dobradamente apaixonada por uma pessoa que representou uma parte de seus planos e futuros projetos, uma pessoa que também te amou e que a reciprocidade disso foi um casamento perfeito.

É difícil enganar o pobre coração, dizer que não amo mais e acabou!!Dizer isto é uma forma de expressar nas entrelinhas seu desespero de amado, sua arrogância que poderá ser desmentida em frações de segundo se a pessoa chagar para você: " volta para mim,e vamos dá um basta nesta separação, amor." ( isso quando não ocorreu traição em ambas as partes, tá?)É , são essas coisas que te pergunto: és forte o bastante para dizer um não? Ou veres que teu amor ainda é grande e percebe que o amor dessa pessoa é recíproco???? O que fazes? Indecisao? Pode ser.....é preciso ter coragem e enfrentar o nosso problemático orgulho.

Orgulho, é um problema, mas o que seria ele? Assim como outros mecanismo de defesa psicológico ele está enquadrado nesses conjunto. Bem, orgulho é humano, errar é humano.....sei disso.....mas reconhecer os erros sempre, não é burrice, tudo bem???


Uma amiga de muito longe me disse: " burrice é sofrer por amor (os dois) quando ainda se gostam ou se amam, sei lá" Pode ser, o que ela queria dizer é, quem ama não deveria entrar no hall dos sofredores, perdedores....quem ama vai a luta, desafia-se, vai ao inferno assim como Psyqué fez com seu amado Eros, onde foi até as profundezas do lar do deus Cerebelo para dá a vida ao amor quase morto. E assim somos nós.....fazemos loucuras, tipo: desafiamos aquilo que mesmo imaginávamos que irímaos fazer por amor.

Amar requer MESTRIA!!! Isso mesmo que o Buarque recita em sua canção, amar não há limites....amar é dizer ao outro que está lindo,feio, gordo, chato,magro,grosso,delicado...etc...amar é ouvir e falar....é aprender interpretar o outro, quando isso não dá certo, é melhor voltar a fita e fazer um play back disso, rsrs......mas quem ama cuida, desafia-se....vai à luta, se rebela contra o orgulho.

Fazendo tudo isso, ou agente volta de vez ou fica para o resto da vida se lamentando, sempre lembrando: " há....seria tão bom se eu tivesse tentado..."


Sem lamentos, a hora de agir é agora.



Carol

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Só queria dizer que estou de volta....

Depois de tanto tempo longe do blog, hoje estou aqui. Resolvi voltar e reviver essa gostosa arte de escrever e se entregar nas letras. A vida pode ser chata, deixar você muitas vezes confuso ou "alienado" com a vida.

Só quando fiquei um tempão longe daqui, vejo o quanto escrever me liberta...como as letras tem um poder de mover as coisas, em fim, de levantar seres que aparentavam está reclusos em suas cavernas particulares.Bem, espero que daqui para frente, com esta vida nova, tudo seja diferente......e vai ser!


Carol

terça-feira, 13 de julho de 2010

Chega de preconceitos!


Depois de ver os noticiários essa semana, pude ver que mais uma vez os nossos congressistas não respeitam a dignidade da pessoa humana. Dessa vez a obra partiu do pedagogo e deputado federal Zequinha Marinho (PSC-PA ). Vejamos uma nota no site pe360:





Projeto de lei quer impedir adoção de crianças por gays





"(...) um projeto de lei que tenta proibir a adoção de crianças por homossexuais promete tomar conta do Congresso Nacional nos próximos meses, quando o texto for avaliado pelos parlamentares da Câmara e do Senado. A ideia, que partiu do pedagogo e deputado federal Zequinha Marinho (PSC-PA), contraria decisões judiciais pelo Brasil, como a do juiz Paulo César Gentile, da Vara da Família de Ribeirão Preto (a 319 km de São Paulo), que em 2007 permitiu que um casal de cabeleireiros homens adotasse quatro irmãos com idade entre 4 e 10 anos.



A proposta, encaminhada pelo deputado no mês passado, quer mexer no texto do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) ao incluir nele a proibição expressa desse tipo de adoção.

Segundo o parlamentar, esse “vazio” na lei “ em vez de ajudar a criança, atrapalha”:



O convencional, o normal é que essa criança seja adotada por uma família constituída por um homem e por uma mulher em uma relação estável, pelo menos. Como essa criança vai se encontrar no mundo amanhã tendo o pai igual a mãe e a mãe igual ao pai?





O juiz Gentile respondeu a questão ao justificar o motivo que o levou a conceder a guarda para o casal gay três anos atrás:

- Nós temos pessoas heterossexuais que nunca puderam adotar porque não têm maturidade, bons propósitos e vão se revelar pais e mães inadequados. Equivaleria dizer que alguém pode adotar uma criança porque não fuma e outra não pode porque fuma. É óbvio que nenhum juiz vai admitir que uma pessoa devassa, de má conduta moral e social adote alguém, agora isso independe da opção sexual.





Zequinha discorda ao dizer que ter pais do mesmo sexo pode trazer más consequencias psicológicas para quem foi adotado:



- O que você diria se tivesse seu pai e sua mãe todos mulheres? Qual a sua situação diante das outras crianças na escola, na rua, na praça?



Gentile disse que o caso julgado por ele foi bem diferente porque “desde o primeiro contato” a reação das crianças “foi extremamente positiva. Elas estavam felizes por serem acolhidas”: Estabeleci um estágio de convivência por um ano sob guarda, e não adoção. Durante esse um ano, nós fizemos estudos com psicólogos e assistentes sociais, me reuni com essas crianças e nas duas oportunidades elas estavam felizes. Depois disso, a adoção foi formalizada.



Ao contrário do deputado - que espera a aprovação do seu projeto porque a maioria dos brasileiros é heterossexual e “o direito da maioria sempre vai prevalecer sobre o direito da minoria”, Gentile desengaveta a Constituição Federal para defender sua decisão:

- A própria Constituição traça algumas normas que precisam ser observadas, e a principal estabelece que todos são iguais perante a lei. O que eu faço outras pessoas podem fazer. Se todos são iguais, não se pode estabelecer diferença de tratamento sobre tudo fundado na opção sexual de alguém.



Zequinha, no entanto, diz que a extensão desse direito aos gays – como vem acontecendo em países desenvolvidos – é um retrocesso:



- Países desenvolvidos, como a Holanda e outros mais, estão hoje perdidos sem saber para onde vão. Esse tipo de desenvolvimento não interessa à sociedade brasileira.



Gentile, ao contrário, fala com orgulho da dedicatória que as quatro crianças escreveram no livro Adoção de Quatro Irmãos, que seus pais publicaram em 2008.



- Foi algo que, para mim, resultou no acolhimento de quatro pessoas que, do contrário, iriam se separar como irmãos ou continuariam vivendo em abrigo.



Ele afirma que, apesar da importância de sua decisão, a adoção de crianças por homossexuais não é uma tendência no Brasil:



- São quatrocentas adoções por ano em Ribeirão Preto e esse foi o único caso até agora, e olha que eu sou juiz de infância e juventude desde 1995. Eu tenho pra mim que isso não define uma tendência. Não vão chover pedidos por causa dessa decisão.



-> ESSE É O HOMEM: http://www.camara.gov.br/internet/deputado/Dep_Detalhe.asp?id=521577







GENTE FAÇAM COMO EU FIZ, ENVIEM RESPOSTAS CONTRA ESSE PROJETO DE LEI. O SENADO NÃO PODE APROVAR. SE ELES VÃO TER TEMPO E DISPOSIÇÃO PARA VOTAR UM PROJETO DE LEI RECENTE COMO ESTE, PORQUE NÃO VOTAM O PROJETO DE LEI (projeto de lei nº 5.003, de 2001, da deputada federal Iara Bernardi (PT-SP ) QUE ANDA GUARDADO EM SUAS MESAS? PROJETO ESTE QUE PUNE OS HOMOFÓBICOS.






MINHA REVOLTANTE RESPOSTA AO BLOG DO DEPUTADO ZEQUINHA MARINHO:



FONTE: http://zequinhacandidato.blogspot.com/


Deputado, depois de tanto tempo e de ver tantas projetos que hoje intitulo como "pérolas" da câmara como também do senado, vejo que esta é mais uma. Como uma futura educadora (também serei uma PEDAGOGA, com todo o orgulho que me convém desta majestosa profissão) jamais quero ver um Brasil DESIGUAL e PRECONCEITUOSO,trabalho para que pessoas possam termais dignidades por isso vai o meu repúdio ao seu projeto de lei HOMOFÓBICO!As crianças merecem lares e amor, e não merecem perecer como futuros marginais que evidentemente são desamados pela nossa infeliz sociedade, pense bem em seu projeto, meu caro.
Educar significa amar o semelhante como queríamos ser amados ,e não propor uma discórdia como esta. O senhor deve incentivar propostas viáveis, porque você mesmo não propõe ou movimenta uma proposta/projeto de Lei que faça que 1% do PIB seja destinado para educação? Deputado, o que vemos é um pais na máxima ignorância, um país que anda formando ANALFABETOS FUNCIONAIS!! Será que o senhor e seus colegas não vêem isso?? Pense com mais em suas ações, HOMOSSEXUAIS SÃO GENTE!! PESSOAS QUEM AMAM E QUEREM RETRIBUIR O AMOR!!
Os senhores (lê-se todos que são contra a a adoção por casais homossexuais), peço que olhem para os lados e vejam um "exército" de crianças desamparadas, futuros projetos para marginalidade. Será que vocês devem persistir com vossas ignorâncias???


Carol wambach

quinta-feira, 25 de março de 2010

Vamos parar um pouco pra pensar.com

Hoje não estou lá bem com a idéias aqui, mas olhei essa semana como sempre, um pouco ou até mesmo mais, o cenáriop político brasileiro e relembrei de uma coisa que o BERTOLD BRECHT disse:



"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que
odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a
prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Nada é impossível de Mudar
"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem
sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar."
Privatizado
"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário. E agora não contente querem
privatizar o conhecimento, a sabedoria,
o pensamento, que só à humanidade pertence."
Nada É Impossível De Mudar Desconfiai do mais trivial ,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
Não Necessito De Pedra Tumular
Não necessito de pedra tumular, mas
Se necessitarem de uma para mim
Gostaria que nela estivesse:
Ele fez sugestões
Nos as aceitamos.
Por tal inscrição
Estaríamos todos honrados.


e mais.... ele ainda diz como é difícil governar :


1.
Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.

2.
E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.

3.
Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.

4.
Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?



Agora Platão fecha com chave de ouro aqui assim:

- “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles gostam.



Por isso que é bom pensar.com


By
Carol

segunda-feira, 1 de março de 2010

Ler e chorar


Ufa! Terninei ele, o livro, rs...Hoje finalizei mas um best do Khaled Hosseini que pra quem não conheçe ele é o mesmo autor do Caçador de Pipas um escritor novo de origem afegã. A forma como foi escrita envolve qualquer leitor , seja aquele que ler uma vez por ano qualquer livro ou mesmo para aqueles que lêem quase sempre, isso porque o livro é uma aventura atrás da outra ( é evidente como este autor trata de mecher com as emoções humanas), ele te envolve e ,cada página lida sempre te instiga ainda mais para que você leia a outra e a outra, e assim vai, rsrs.... O livro que me refiro é A cidade do sol (A Thousand Splendid Suns) , a história são de duas mulheres afegãs que apesar de viverem em gerações e meios diferentes, de rivais tornam-se amigas por dividir juntas a opressão em que viviam com o mesmo marido, ambas constrõem uma relãção de amizade, carinho , respeito e amor diante das terriveis opressoes sociais. A história é justamente um retrato das mulheres afegãs que sofreram e ainda sofrem os preconceitos e submissões de sua cultura, as duas personagens Marian e Laila nos mostram toda a ousadia de desafiar e conviver em uma sociedade radical e descriminatória, onde o regime talibã domina a história com a mancha do do ignorante ódio. A força de ambas é o que realça o sabor especial deste livro, vale apena ler!
Apesar de ser centrada , geralmente não me costumo emocionar quando leio algum romance ou algo similar, mas este foi o segundo que me emocionou. A história deste livro fez com que eu valorizasse cada vez mais essa minha caotica e confusa sociedade ocidental , mas precisamente a brasileira que apesar de viver nesse arranca rabo , nós mulheres, podemos usar nossos decotes e saltos, ou mesmo usar cuecas. E se o marido ou namorado vier bater ainda temos por cima a Lei Maria da Penha para nos proteger, coisa que aqui a Laila e a Marian poderiam recorrer sempre que o brutamontes do Rachid ousasse a pensar em bate-las.
Outra coisa que aqui no Brasil Marian teria o direito de receber pensão por mês quando criança de seu pai como também ter o direito ao bolsa familia, né? Já a Laila poderia estudar muito e ser uma futura doutora como sempre quis ser, já o Tariq teria o auxílo da AACD e recebia a aposentadoria por invalidez. Agora sim , quando vocês leremn este livro ( preferivelmente as mulheres) vão levar as mãos para cima e dizer: " - puts! eu amo esse miserável desse país ainda!!! "





Resumo do Livro A CIDADE DO SOL



Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rasheed, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seu destino. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz - 'Você pode ser tudo o que quiser'. Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Confrontadas pela História, o que parecia impossível acontece - Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a História continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do 'todo humano', somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.





“Não se podem contar as luas que brilham em seus telhados, Nem os mil sóis esplêndidos que se escondem por trás de seus muros” Trecho de um poema afegão.


Agora é só ler baby....



De
Carol

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

a rigidez dos preconceitos.....

Terminei um livro o Paixões do ego do Humberto Mariotti,e algo me chamou atenção quando ele tocou no quesito de "preconceitos",por que será somos tão preconceituosos com nós mesmo e com o mundo, será que esse ´preconceito de uma certa forma nos transforma para um lado benéfico ou maléfico da nossa história??? Bem, isso pode depender de como ele pode ser tratado né?Segundo o Mariotti fala , que somos rígidos com nosso preconceitos, será???? O primeiro passo para a formação do preconceito é esperar o fato do juízo que fazemos dele, isto é, pôr o julgamento do dado. O preconceito precisa darepetição, de referenciais passados, e abomina a difertença, as situações mutantes e a criatividade. O que antes podia (ou não) ser consebido,agora é preconcebido,trata-se de um mecanismo dedefesa da realidade ..
somos propensos a colocar no lugar o que ser no lugar que é.

Para que possamos continuar a levar a diante o nosso cotidiano de competição predatória e exploração múltua , é indispensável que os preconceitos existam. É por meio das idéias preconceituosas que se estabelece quem é forte e quem é fraco.A racionalização está sempre a serviço desse movimento mental.

A acumulação continuada de idéias preconceituosas acaba nos levando a assumir uma visão paranóica de mundo. Passsamos a ter medo de tudo, e dessa forma a experiências tendem a ser examinadas não a si mesmas,mas à luz desse medo,que molda e cristaliza nossas idéias. Estas terminam filtrando nossas experinências e nos impondo verdctos sobre o que pensamoos e fazemos é ou não válido e permitido. O resultado é que acabamos fazendo tudo às escondidas e , pior ainda, fingindo que podemos nos esconder também em nós mesmos, o que por sua vez realimenta o sentimento de culpa. Quanto mais autoritária é uma sociedade , mais preconceituosa ela será..."

E aqui, o que você acha???



Carol